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Visita a um fragmento de florestas do Mato Grosso de Goiás – junho de 2024

 Entre 19 e 25 de junho de 2024, estive uma vez mais na região de Pirenópolis, Goiás, em meu caminho para o estado do Mato Grosso. Baseado n...

segunda-feira, 8 de junho de 2015

SAN AUGUSTIN DE VALLE FERTIL – ARGENTINA – 2006

                Texto revisado em janeiro de 2025

                Esta postagem segue o caminho de uma memorável viagem, realizada em 2006.

                Vindos de Catamarca, na transição do Chaco (veja postagem - http://expedicaofitogeografica2012.blogspot.com.br/2013/09/catamarca-argentina-as-pre-cordilheiras.html ), adentramos as regiões mais áridas da Argentina, a caminho das pré-cordilheiras. San Augustin de Valle Fertil, ou simplesmente Valle Fertil, é uma cidade muito pequena, encravada entre a planície semidesértica do centro da Argentina e as cadeias de montanhas denominadas pré-cordilheiras, na província de San Juan.

                As pré-cordilheiras são cadeias de montanhas formadas por ondas de choque, a partir do soerguimento da monumental Cordilheira dos Andes, situada mais a oeste. Nesta etapa da expedição de 2006, realizamos uma parada na agradável Valle Fertil, para travar contato com a natureza tão interessante dessa região, adotando-a como ponto base também para a visita aos parques de Ischigualasto e Talampaya, que mostrarei na próxima postagem.

                Todos esses lugares serviram como importante ponto de inflexão, para meu entendimento de processos pretéritos, que um dia também dominaram o Brasil, ajudando a construir o relevo que hoje vemos, em nossa terra. Esse conhecimento aportou meu primeiro livro - FITOGEOGRAFIA DO BRASIL, UMA ATUALIZAÇÃO DE BASES E CONCEITOS (NAU Editora, 2015 - vendas pelo site www.naueditora.com.br )

                A seguir, algumas imagens comentadas, que servem para dar ideia da paisagem exuberante da região das pré-cordilheiras argentinas.


Acima - Paisagens desérticas precedem a chegada a Valle Fertil, exibindo frentes de cuestas longamente erodidas pelo clima inóspito da região


Acima - O lago de uma represa empresta contraste a Valle Fertil, que é uma cidadezinha turística bem atraente

A seguir - Paisagens das montanhas da pré-cordilheira de Valle Fertil, em meio aos morros rochosos e áridos





Acima - Vista da cidade de Valle Fertil, tomada do alto das montanhas que a circundam

 Trichocereus atacamensis


 Trichocereus cf. strigosus




 Gymnocalycium saglionis


 Opuntia sp.


Flores de Trichocereus atacamensis


 Tillandsia didisticha - Bromeliaceae


 Deuterocohnia sp. - Bromeliaceae


Micropaisagem de bromélias e cactáceas


Tillandsia aff. tricholepis - Bromeliaceae - vegetando diretamente sobre a rocha


Pequena serpente tomando sol

Acima - rios de natureza desértica mostram a formação dos relevos nessas regiões de altas taxas de erosão torrencial

A seguir - Plantas da flora argentina




Habitação tradicional nativa da região desértica das pré-cordilheiras: usualmente, servem como retiros de gado - Abaixo


rio que corta a região desértica de Valle Fertil

Abaixo - Paisagem geral da pré-cordilheira, na região de Valle Fertil






segunda-feira, 1 de junho de 2015

UMA NOVA VISITA À SERRA DA CANASTRA – MAIO DE 2015

                Texto revisado em janeiro de 2015

                Já estivemos na Serra da Canastra por diversas vezes, restando sempre mais a ser visto e desvendado, a cada visita (ver http://expedicaofitogeografica2012.blogspot.com.br/2013/01/serra-da-canastra-laboratorio-de-campos.html). Desta vez, em maio de 2015, seguimos Maurício Verboonen e eu, completando-se o grupo de excursionistas com nosso amigo Elossandro Coelho, experimentado guia da Canastra e região, que já se tornou presença obrigatória.

                A Serra da Canastra tem nos servido para elucidar importantes impasses, na interpretação de diversos tipos de campos espontâneos da paisagem brasileira. Seu papel foi preponderante, na elaboração de nossa obra, a ser publicada brevemente, sobre a Fitogeografia do Brasil. Por isso, retornamos àquela magnífica região, vasculhando também o Chapadão da Babilônia. Observação: o livro FITOGEOGRAFIA DO BRASIL, UMA ATUALIZAÇÃO DE BASES E CONCEITOS foi efetivamente publicado em setembro de 2015, pela NAU Editora, com vendas através do site www.naueditora.com.br.

                Veja, a seguir, algumas imagens que coletamos, em nossas andanças pela Serra da Canastra, em Minas Gerais, em 2015:



A Seguir: Aspectos dos campos rupestres da Serra da Canastra, com seus afloramentos típicos de quartzito, entremeados por notáveis populações de velosiáceas e outras plantas típicas.
Xyridáceas, eriocauláceas e melastomatáceas vistosas alegram os campos da Serra da Canastra, na entrada dos meses secos do meio do ano
















Acima - Populações da bromeliácea Aechmea distichantha, com bela forma de coloração vinácea, contrastando com a paisagem esmaecida dos campos invernais da Canastra

A Seguir - Inflorescências altaneiras e marcantes da eriocaulácea Paepalanthus speciosus



Adiante - O florescimento das esculturais Lychnophora salicifolia (Asteraceae), conhecidas como arnicas, atrai insetos de longe




Adiante - Interior de uma floresta de fundo de vale, na Serra da Canastra




Abaixo - A mesma floresta observada de cima dos campos, que dominam a paisagem


A Fauna



Abaixo - Águas transparentes do rio Santo Antônio, no caminho da Cachoeira do Fundão, na Serra da Canastra

Acima - Cachoeira do Fundão – Serra da Canastra

ABAIXO - A célebre Cachoeira da Casca D’Anta, que marca a nascente do rio São Francisco, o rio da integração nacional


A Seguir - Um dos aspectos que nos atraiam, na Serra da Canastra, eram populações ameaçadas da linda orquídea Cattleya pumila (=Laelia pumila), que já foi intensamente coletada e hoje se esconde nos ermos da região – veja foto da flor extraída da internet. Prometemos fazer as nossas próprias imagens de seu florescimento, daqui a algum tempo (ver adiante a publicação Cattleya pumila - Canastra ).



Abaixo - Bromélia Aechmea bromeliifolia, na floresta da Serra da Canastra


A Seguir - Vista distante da cachoeira da Casca D’Anta, tomada do Chapadão da Babilônia


Acima - Elossandro Coelho observa a Serra da Canastra, do alto do Chapadão da Babilônia



 Acima - Paisagem de Lychnophora salicifolia, na localidade chamada “Os Jardins”, no alto do Chapadão da Babilônia

 Acima - Epidendrum nocturnum, uma orquídea que ocorre nos afloramentos rochosos da Serra da Canastra. Suas flores são discretas, mas exalam agradável aroma, que inunda o ar



O dia vai terminando, sobre o Vale da Babiolônia, na Serra da Canastra