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Visita a um fragmento de florestas do Mato Grosso de Goiás – junho de 2024

 Entre 19 e 25 de junho de 2024, estive uma vez mais na região de Pirenópolis, Goiás, em meu caminho para o estado do Mato Grosso. Baseado n...

sábado, 22 de setembro de 2012

OS CAMPOS DE CIMA DA SERRA E O CÂNION DO MONTENEGRO – SÃO JOSÉ DOS AUSENTES - RS

                Texto revisado em dezembro de 2024

               No dia 14 de setembro, depois de subirmos a Serra do Rio do Rastro e cruzarmos extensa região de campos e florestas de araucárias, chegamos à Pousada Fazenda Montenegro, no município gaúcho de São José dos Ausentes. Ficamos hospedados sob os cuidados da família Pereira, que brinda o viajante com os mais bem conservados aspectos dos costumes gaúchos. Ali se encontra a rusticidade e a simplicidade da vida nas fazendas dos campos de cima da serra, com destaque para a culinária campeira organizada por Anápio Pereira, persistente defensor das tradições dos galpões (WWW.fazendamontenegro.com.br).

               Estávamos a poucos quilômetros do Pico do Monte Negro, ou Montenegro, como deveria ser a grafia mais adequada. O pico é o ponto culminante do Rio Grande do Sul, com mais de 1.400m de altitude, mas não representa aquilo que o viajante poderia imaginar como tal. Trata-se de uma elevação relativamente discreta, sobre as planuras dos campos de cima da serra, representando um morro testemunho de milenares processos de degradação de relevos basálticos da Serra Geral. Porém, seu aspecto mais marcante constitui em estar situado em imediata justaposição às estonteantes escarpas do cânion Montenegro, que ficou famoso, há alguns anos, quando se tornou cenário de uma reconstituição perfeita de batalhas revolucionárias da série televisiva A Casa das Sete Mulheres.

               O cânion de Montenegro, que examinamos detalhadamente, na manhã de 15 de setembro, é um admirável conjunto de paisagens relacionadas à evolução dos relevos tabulares dos campos de cima da serra, formação de máximo interesse para a Fitogeografia. Faz parte de uma cadeia de diversas outras escarpas íngremes, com quase 1.000m de paredões basálticos, sob cujo sopé se estende a planície marinha de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul. São conhecidas como Aparados da Serra, sendo formadas pela erosão de falhas profundas nessa que é a maior formação de basaltos do Planeta: A Formação Serra Geral, que ocupa grande parte da Bacia do Paraná, até o Centro-Oeste.

               Falar de campos sulinos, até mesmo de campos em geral, no Brasil, sem estudar os campos de cima da serra, seria de fato uma grande omissão. Já afirmamos que eles se relacionam intimamente com o domínio das florestas mistas de araucárias (Araucaria angustifolia – família Araucariaceae), que F. C. Hoehne chamou de Araucarilândia. De fato, o exame dos campos limpos, que cercam penhascos vertiginosos, no cânion do Montenegro, mostrou claramente suas relações mútuas – campos e florestas de araucária – onde incríveis miniaturas dos imensos pinheiros-do-paraná são criadas pelo estresse de solos muito rasos e dos ventos fortíssimos, que açoitam a paisagem, por vezes fazendo a temperatura descer muito abaixo de zero grau. Em nosso livro FITOGEOGRAFIA DO BRASIL, UMA ATUALIZAÇÃO DE BASES E CONCEITOS - NAU Editora, 2015 - caracterizamos essas paisagens como MOSAICO DE CAMPOS E FLORESTAS DE ARAUCÁRIAS, que reúne natureza funcional complexa, diretamente relacionada aos solos.

               Durante o restante do dia, pudemos percorrer diversos pontos de grande interesse, na região de São José dos Ausentes, como resolvemos mostrar nas fotografias adiante, de forma a não cansar os leitores do blog Expedição Fitogeográfica 2012:

Abaixo – O pico do Montenegro é uma elevação convexa, ao lado do vertiginoso cânion do Montenegro, cujos paredões de basalto se projetam abruptamente, na direção do litoral catarinense. Numa segunda imagem mais aproximada, tentamos mostrar a verdadeira escala de proporções da paisagem, através de alguns visitantes, que eram avistados de longe, de forma a tornar mais claras as dimensões dos penhascos.




 

Acima – Pequena serpente da família Colubridae, que foi surpreendida, ao atravessar nosso caminho, em meio aos campos de cima da serra – animal inofensivo.
Adiante – Orlando Graeff posa ao lado de uma floresta de altitude dos aparados da serra, junto ao cânion Montenegro. Essas florestas subtropicais são duramente fustigadas pelos ventos gelados, que sopram o ano inteiro, determinando congelamentos, neve e estresse fisiológico.



 


As últimas fotos da série acima mostram as delicadas orquídeas Cattleya mantiqueirae (=Sophronitis mantiqueirae), que medram aos milhares, nas florestas miniatura das bordas dos cânions, onde permanecem protegidas pelos penhascos.
Abaixo – Riachos murmurantes se formam sobre os campos de cima da serra, onde o lençol freático permanece constantemente suspenso, poucos centímetros abaixo da relva. Ao encontrarem os penhascos, despencam em cascatas inacessíveis de grande beleza, que vão se escalonando, encosta abaixo, como mostra a imagem a seguir.

 

Adiante – Nas bordas dos penhascos, com quase mil metros de paredões íngremes, medram lindas bromélias Aechmea recurvata, que exibiam suas rosetas avermelhadas, juntamente com curiosas cactáceas do gênero Parodia e orquídeas do gênero Maxillaria, que floresciam longe das mãos dos eventuais coletores.



 Adiante – Alguns aspectos da paisagem do cânion do Montenegro, tendo a baixada catarinense e suas colinas litorâneas aos seus pés.





Acima – Os pinheiros-do-paraná ou araucárias (Araucaria angustifolia), usualmente representando enormes árvores na paisagem, surgem na forma de miniaturas, nas bordas do cânion Montenegro, junto ao pico do mesmo nome. A despeito de seu caráter nanico, essa vegetação é uma floresta.

Abaixo – A queima dos campos de cima da serra é assunto polêmico, contrapondo estancieiros e conservacionistas, cada um apontando suas razões, seja para realizá-la, seja para criticá-la. A matéria precisa ser vista com extremo cuidado e fatoração conjunta econômico-social e científica.



Acima – O Cachoeirão do Rodrigues é um característico exemplo do escalonamento das camadas de basalto da Formação Serra Geral: Patamares formados a partir da gradual exposição dos diversos níveis da rocha.
Abaixo – Aspecto da queima dos campos de cima da serra, que é induzida pelos estancieiros, a cada três anos, em média, com a finalidade de renovar seus pastos. A dinâmica de manutenção desta paisagem se encontra diretamente relacionada com o fogo.


A seguir – Aspecto da vida cotidiana das estâncias dos campos de cima da serra, em São José dos Ausentes.


Adiante – Uma vista interna de fragmento de floresta subtropical, que se entremeia às araucárias do planalto da Serra Geral; e um morrote testemunho da longa história de escultura dos relevos tabuliformes da Serra Geral, por detrás dum fragmento de floresta subtropical mista de araucárias.



Abaixo – Vista de uma estância típica dos campos de cima da serra, no Rio Grande do Sul.


Abaixo – Estradinha cortando trecho de pinheirais quase puros. Essas paisagens quase se extinguiram, no Século XX, por conta da exploração descontrolada da madeira das araucárias.


A seguir – Imagens de outra formação vegetacional em franca extinção: As florestas de xaxim (Dicksonia selowianna – família Dicksoniaceae). Essas samambaias arborescentes também foram intensamente exploradas para retirada do xaxim, para confecção de vasos para plantas ornamentais. Hoje, assim como as araucárias, sua retirada está proibida por lei.




quarta-feira, 19 de setembro de 2012

SUBINDO A GRANDE BARREIRA DA SERRA GERAL – SANTA CATARINA AO RIO GRANDE DO SUL

                Texto revisado em dezembro de 2024


               Não poderia existir barreira similar à Serra Geral, no tocante à história política do Brasil Meridional. Estendendo-se por centenas de quilômetros, na forma de um quase intransponível paredão de basalto, a Serra Geral serviu para realçar episódios importantes da história do país, como foi o caso da célebre retirada de Anita Garibaldi, que escapou do cerco imperial à cidade de Laguna, no litoral de Santa Catarina, dirigindo-se para o Rio Grande do Sul, para se reunir às forças revolucionárias de Bento Gonçalves, na primeira metade do Século XIX. Galgando a duras penas os penhascos instáveis da Serra Geral, Anita chegou aos campos de cima da serra, após duras provações, nas quais esteve perto de perder a vida, pelas trilhas que então só eram conhecidas por alguns poucos tropeiros e índios.

               Hoje em dia, já não se enfrentam semelhantes agruras, para subir a linda Serra Geral, que é cortada por diversos roteiros rodoviários bem transitáveis, tais como a estrada da Serra do Rio do Rastro, que liga os municípios carvoeiros de Santa Catarina à região de São Joaquim, no Planalto Catarinense. Como seria de se esperar, os soberbos paredões da Serra Geral dividem duas regiões ecológicas notavelmente contrastantes: A zona da Mata Atlântica Catarinense, onde nos encontrávamos, junto ao litoral; E os campos de cima da serra e a Araucarilândia do Brasil Meridional. O termo Araucarilândia foi emprestado por nós de Frederico Carlos Hoehne, célebre naturalista da primeira metade do Século XX, que a percorreu em suas expedições, entre São Paulo e Paraná. As florestas mistas de araucárias (Araucaria angustifolia – família Araucariaceae) constituem formação marcante nessa região, talvez muito mais do que os campos de cima da serra, que eram nosso principal objetivo, nesta fase da Expedição Fitogeográfica 2012. No livro publicado em 2015 (FITOGEOGRAFIA DO BRASIL, UMA ATUALIZAÇÃO DE BASES E CONCEITOS, NAU Editora), adotamos este verbete ARAUCARILÂNDIA para denominar o Perímetro das Araucárias.

               Nosso objetivo seria percorrer grande parte dos campos de cima da serra, entre Santa Catarina e Rio Grande do Sul, o que faríamos após atingir o altiplano catarinense, através da Serra do Rio do Rastro, já nossa velha conhecida, deixando para trás as colinas arredondadas da zona da Floresta Atlântica Subtropical, aos cerca de 100m de altitude, no máximo, para adentrar a Araucarilândia, em Bom Jardim da Serra (SC), por volta dos 1.400m. Não se pode deixar de imaginar, ao ascender pela estrada íngreme e cheia de curvas vertiginosas da Serra do Rio do Rastro, as aventuras vividas por Anita Garibaldi, quase duzentos anos atrás. Os cenários são estonteantes e a flora, nosso interesse maior, é bastante particular.

               Quando não se encontram desnudos e verticalmente inclinados, os paredões rochosos de basalto puro podem estar revestidos por uma floresta em miniatura, composta por árvores enfezadas, duramente fustigadas pelo vento cortante que assola a vertente. Porém, serão suas plantas arbustivas e herbáceas os elementos mais atraentes ao naturalista: Gesneriáceas, bromeliáceas, orquidáceas, aráceas e o mais curioso e característico de seus elementos – A planta Gunnera manicata (família Gunneraceae), com imensas folhas recortadas, que medra nas festas de pedras, em meio às cascatas e fios d’água que jamais cessam.

               A partir de Bom Jardim da Serra, acompanhamos o trajeto dos campos e pinheirais, até atingir a região de São José dos Ausentes, já no estado do Rio Grande do Sul, onde visitaríamos o cânion de Montenegro e o pico do mesmo nome, que representa o ponto mais elevado do estado. Mas, isso ficará para a próxima postagem. Confira algumas imagens desta subida da Serra Geral:



Abaixo – Ainda na baixada catarinense, surgem os admiráveis contrafortes da Serra Geral, gigantesca muralha de basalto, sobre a qual se estendem os domínios dos campos de cima da serra e da Araucarilândia do Brasil Meridional.




Acima – Os aparados da Serra Geral são imensas escarpas originadas pela erosão, que caminha do oceano para o Planalto Catarinense e Gaúcho. Neste trecho, encontram-se as camadas mais espessas dos basaltos da Formação Serra Geral, a mais extensa extrusão de lavas básicas do Planeta. As camadas podem suplantar os mil metros de espessura, entre RS e SC, de frente para o mar.
Abaixo – Pontão rochoso resultante da erosão diferencial, na meia encosta da Serra Geral.



A seguir – Miríades de rachaduras e frestas nas rochas íngremes, além de depósitos de solos litólicos, retidos na encosta, abrigam florestas em miniatura, na Serra Geral. Redes de fios d’água escorrem do altiplano, favorecendo flora diversificada e delicada, que se agarra às pedras.



A seguir – Delicadas flores de asteráceas (=compostas) alegram as rochas, tirando partido da luz solar que vem do leste pela manhã.


Abaixo – Gloxínias do gênero Sinningia (família Gesneriaceae) abundam entre os musgos que recobrem as rochas úmidas.



Acima – Centenas de fios de água cristalina escorrem pelos paredões de basalto íngreme, favorecendo o surgimento de flora diversificada e de grande interesse botânico, nas escarpas da Serra Geral.
Abaixo – Vista geral da Serra do Rio do Rastro, no caminho de São Joaquim, em Santa Catarina: A estrada serpeante parece difícil e perigosa, mas não se compara aos tempos em que essa subida nada mais era que uma trilha tropeira, cheia de sumidouros e riscos.


Adiante – Aspectos da curiosa Gunnera manicata (família Gunneraceae), uma planta bastante ornamental, que vegeta nas frestas úmidas dos basaltos da Serra Geral.




Abaixo – Paradoxo fundamental, que estávamos ali para estudar: Sobre os planaltos horizontais da Serra Geral, vegetam campos limpos; Enquanto as florestas lutam para se fixar nas encostas íngremes, logo abaixo. A condição dos solos é soberana, para explicar tão curiosa inversão, como pretendemos mostrar detalhadamente, em nossa obra sobre a Fitogeografia do Brasil, em fase de conclusão.



A seguir – Os desafios do transporte, nas encostas íngremes da Serra Geral.


Adiante – Aspectos pitorescos dos campos de cima da serra, nos quais adentramos, através de Bom Jardim, no rumo de São José dos Ausentes.









Acima – Polêmicos sistemas de geração de energia eólica, sobre a paisagem dos campos de cima da serra. Fica a pergunta: Com o crescimento contínuo da demanda, estaremos fadados a ter nossas inteiras paisagens cobertas de estruturas como essa? Tomara que não!

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

UMA FLORESTA ATLÂNTICA SUBTROPICAL EXISTIU AQUI – LITORAL DE SANTA CATARINA

                Texto revisado em dezembro de 2024


               A segunda fase da Expedição Fitogeográfica 2012 se iniciou com uma parada estratégica no litoral de Santa Catarina, mais precisamente na cidade de Garopaba, pouco ao sul de Florianópolis. Já andara por ali, diversas vezes, desde os anos de 1970, por se tratar de um inigualável destino praiano. Desta vez, duas atrações principais provocavam a parada: O florescimento de uma das mais famosas orquídeas da flora regional – Cattleya intermedia; E a presença das baleias-francas, que têm vindo em número cada vez maior, para acasalarem e darem à luz seus filhotes.

               Quanto às baleias, não haverá como negar sua importância crescente para o turismo de Santa Catarina, uma vez que seu número vem crescendo, ano a ano, prometendo atingir populações parecidas com as que ali existiam, séculos atrás, antes de serem dizimadas pela caça desenfreada, que as levou ao quase completo desaparecimento, desde o Século XVII, ao Século XX. Como atração turística, seguramente serão mais rentáveis e sustentáveis do que como gordura para acender lamparinas e compor a estrutura das velhas construções civis. Pode-se admirá-las hoje, tanto a partir de barcos, que nos levam até bem perto, quanto das praias, onde permanecem meses, bem próximas da arrebentação, juntamente com seus filhotões, entre julho e novembro.

               O mesmo já não se pode falar da Mata Atlântica Meridional, que foi levada próxima do completo desaparecimento, quase simultaneamente ao ocaso das baleias-francas, mas não dá sinais de que retornará algum dia, ao menos com a pujança que impressionou os primeiros naturalistas que a estudaram, como Hoehne e Lindman, no Século XX. A floresta primitiva não mais pode ser encontrada, ainda que exemplares remanescentes, agrupados ou isolados, aqui e ali, deem conta de sua existência pretérita, a cobrir toda a depressão litorânea catarinense.

               Fragmentos relativamente bem conservados de suas formas menos portentosas podem ser admirados a cobrir encostas íngremes e inacessíveis, penduradas sobre o mar revolto, do qual somente se separam por linhas de rochas roladas imensas. Suas formações mais exemplares, contudo, foram completamente consumidas pela exploração impiedosa para madeira e lenha, ou simplesmente para dar lugar a lavouras arrozeiras e canavieiras. Hoje em dia, afora a indústria e sua urbanização colateral, o turismo caótico vem dando cabo até mesmo das regenerações espontâneas, que poderiam fazer papel similar ao das baleias-francas, como pioneiras de um retorno às condições passadas.

               A mim interessavam particularmente alguns diminutos fragmentos dessa floresta de natureza subtropical, onde resistem populações de orquídeas e bromélias importantes. Em setembro, encontravam-se em pleno florescimento as orquídeas Cattleya intermedia. Juntamente com Cattleya tigrina (=C. leopoldii) e Cattleya purpurata (=Laelia purpurata), essas lindas plantas foram intensamente exploradas, durante o Século XX, para abastecer os mercados internacionais, tendo restado restritos estoques naturais. Elas resistem em diminutas florestas inundáveis, em meio às pastagens ou nas margens das vastas lagunas de Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

               Tivemos sucesso nas duas buscas – baleias e orquídeas – o que animou bastante a Expedição Fitogeográfica 2012 – 2ª fase – que apenas se iniciava. Antes de adentrar os domínios dos campos meridionais e das araucárias, essa visita a Garopaba e cercanias proporcionou excelente visão de uma Floresta Atlântica Subtropical, que um dia cobriu a maior parte do litoral sul do Brasil.



Acima - Garopaba era uma antiga armação, como se chamavam os portos baleeiros. Hoje é a capital do surf... E das baleias-francas, que acorrem a esta parte do litoral, todos os anos, vindas da Antártida, para acasalar e para terem seus filhotes.
Abaixo - As baleias-francas nadam muito perto da praia, entre julho e novembro, até que seu filhotes cresçam o suficiente para enfrentar a longa viagem de retorno à Antártida.







Abaixo - Fragmentos da Mata Atlântica Subtropical ainda podem ser encontrados, no litoral catarinense. Neles, em setembro, podem ser avistadas orquídeas como Cattleya intermedia em flores.


Cattleya intermedia pode ser avistada de longe, pela coloração alvacenta de suas flores, em meio às bromélias e demais orquidáceas.





Abaixo - Cattleya intermedia apresenta grande diversidade de árvores-suporte, como se vê adiante:



Abaixo - Até mesmo sobre as rochas de granito rosa podem essas orquídeas vegetar e florescer. F. C. Hoehne registrou imensas colônias dessa orquídea, sobre matacões de granito de Florianópolis, onde hoje já não mais existem.


Adiante - A Floresta Atlântica Subtropical se debruça sobre o oceano revolto, em Garopaba, SC.


Abaixo - Soberbos exemplares de figueiras (Ficus spp.) também abrigam variada flora epifítica, na Floresta Atlântica Subtropical.