Reveja outras expedições

Visita a um fragmento de florestas do Mato Grosso de Goiás – junho de 2024

 Entre 19 e 25 de junho de 2024, estive uma vez mais na região de Pirenópolis, Goiás, em meu caminho para o estado do Mato Grosso. Baseado n...

segunda-feira, 18 de julho de 2016

PARQUE NACIONAL HUERQUEHUE – CHILE – JANEIRO DE 2008

                Texto revisado em janeiro de 2025

                As explorações pela região próxima a Pucón, no Chile, continuaram, desta vez, estendendo-se ao Parque Nacional Huerquehue, cerca de 30km daquela cidade, na margem dos Lagos Caburga e Tinquilco. O Parque Huerquehue abriga marcos paisagísticos importantes, tais como o Vulcão Sollipulli, com pouco mais de 2.100m de altitude e também coroado por neves eternas, como o Villarrica. Nosso interesse principal, no entanto, eram as florestas muito bem conservadas de fagáceas, com imensas árvores primitivas.

                Confesso que nutria a esperança de atingir a faixa altitudinal dos 1.200m, onde existem paisagens extremamente similares àquelas dos altiplanos da Serra Geral, no Sul do Brasil, sobre as quais, lá e cá, vegetam florestas de araucárias e campos nativos. A singularidade ecológica e fitogeográfica das florestas mistas de araucárias, seja no Brasil, protagonizadas pela Araucaria angustifolia, seja na Patagônia, onde impera Araucaria araucana, suscitava meu interesse especial.

                Em meu livro Fitogeografia do Brasil – Uma Atualização de Bases e Conceitos (NAU Editora, 2015 - vendas através do site www.naueditora.com.br) – reservei espaço especial para o infrabioma que, um dia, Frederico Carlos Hoehne, um de nossos mais célebres naturalistas, chamou de Araucarilândia, termo que resolvi trazer de volta, em minha obra. São complexos de campos e florestas mistas de árvores tropicais, subtropicais e coníferas, que se entremeiam curiosamente, em função dos solos e de sua história climática recente. Conhecer as formações de araucária bem conservadas do Parque Huerquehue complementaria espetacularmente os primeiros contatos com essa incrível árvore, que se iniciaram dias antes, ao cruzarmos a fronteira entre Argentina e Chile (ver postagem – De San Martin de Los Andes a Pucón).

                Infelizmente, esse intento somente será levado a termo no futuro, quando conseguir empreender nova expedição a essas magníficas terras austrais da América do Sul. O tempo vinha se comportando muito mal, nos últimos dias, com céu constantemente encoberto e chuvas intensas, coisa frequente, nesta região do Chile. Assim foi: chuvas mais fortes nos fizeram retornar cedo demais da trilha e não conseguimos chegar sequer próximo às populações de Araucaria araucana.

                Mesmo assim, conseguimos fazer algumas boas imagens, que agora trago até vocês, em mais esta postagem de nosso blog de Expedições Fitogeográficas pela América do Sul, acompanhadas de algumas poucas observações:

Abaixo – Das vertentes do Parque Nacional Huerquehue, no sul do Chile, pode ser avistado, ao fundo, entre nuvens, o Vulcão Villarrica, com suas neves eternas, tendo o Lago Tinquilco, no primeiro plano.


A Seguir - Sobre os solos mais espessos e ao abrigo dos vales profundos, vegetam florestas de imensas fagáceas, misturadas a podocarpáceas e cupressáceas, que emprestam a essas matas um aspecto de climas europeus.






Adiante – Das neves que recobrem as cumeadas, durante o longo inverno austral, assim como da contínua precipitação chuvosa, que monta mais de 3.000mm nesta região, descem copiosas quedas d’água e rios abundantes, que vão ter aos lagos situados na faixa de altitude inferior a 300m.




A flora herbáceo-arbustiva das densas florestas do Parque Nacional Huerquehue não é tão variada quanto aquela que observáramos nas encostas do Villarrica, ou nas bordas da Cordilheira, onde o sol brilha durante quase o ano inteiro. Mas, sempre se podem encontrar surpresas, algumas delas, plantas invasoras, que se proliferam rapidamente, nos ecossistemas críticos – Adiante



Abaixo – A comparação com o ser humano revela a verdadeira imponência dessas árvores gigantes do Chile





Acima – Orlando Graeff ao lado de um Nothofagus dombeyi

domingo, 17 de julho de 2016

AS ENCOSTAS DO VULCÃO VILLARRICA – CHILE – JANEIRO DE 2008

                 Texto revisado em janeiro de 2025       

                Baseados em Pucón, na margem do grande Lago Villarrica, região das araucárias, no Chile, partimos para investigar um pouco da natureza das encostas do célebre Vulcão Villarrica, que se ergue na paisagem acima dos 2.800m, cobrindo-se de eternas neves e, como foi o caso, nesta viagem, usualmente escondendo-se entre as nuvens. O papel dos vulcões, na fitogeografia, é muito importante na cadeia andina, embora não estejamos habituados a este tipo de paisagem, no Brasil, onde eles inexistem. Nossa passagem pela região seria um tanto curta, o que não nos impediu de registrar alguns aspectos interessantes de sua flora e de sua paisagem mágica.

                Através de estradas bem conservadas, atingimos a faixa de altitudes da ordem de 1.100m, o que nos reservava ambiente bastante diferente daquele de Pucón, que se encontra a cerca de 220m (veja imagem-satélite, ao final da galeria). Destituídas das neves invernais, as paisagens da encosta do Villarrica exibiam notáveis sinais da atividade vulcânica passada e também de sua forte estacionalidade climática. As erupções do Villarrica, a despeito de seu estado de dormência relativa, deixaram marcas determinantes na geomorfologia e na paisagem botânica local.

                Veja a seguir alguns desses aspectos marcantes, na galeria de imagens que apresentamos:

Abaixo - O cume do Vulcão Villarrica, onde está situada sua cratera, permanecia parcialmente velado pelas nuvens, durante nossa visita, o que não tirava sua imponência, permitindo divisar as neves eternas, que escorriam como glacê de um doce gigante.


Adiante – Praticamente tudo, ao redor do vulcão, é coberto de rochas efusivas (lavas derramadas), que revelam formas de derretimentos e solidificações abruptas. Cumes de morros secundários, situados ao redor, nada mais são que disjunções abandonadas da imensa coluna de lava e cinzas do Villarrica.







Acima – Florestas de fagáceas, principalmente, revestem os depósitos de solos mais espessos e evoluídos, sendo possível observar a ação radicalmente destruidora da lava quente, que aniquila trechos inteiros de matas, poupando outros, onde não conseguiu atingir. A espécie mais notável é o coíhue (Nothofagus dombeyi), que se caracteriza por árvores de fuste elevado e copa um tanto estratificada, fazendo lembrar, por seu porte e arquitetura, alguns gigantes florestais amazônicos.
Abaixo – De entremeio aos largos lajeados de rocha vulcânica estéril, surgem agrupamentos de plantas herbáceas e arbustivas, que sinalizam a lenta degradação do material sólido, produzindo solos muito férteis.



Acima – Uma das aberturas de antigos canais, por onde fluíam lavas derretidas, formando dutos, que hoje podem ser visitados, representando longas cavernas.

Acima – Ao fundo, o Lago Villarrica

A Seguir – Algumas plantas que caracterizam a vegetação heliófila extrema, que medra nas frestas da rocha vulcânica

Myrceugenia cf. chrysocarpa – família Myrtaceae


Fuchsia magellanica – família Onagraceae: parente muito próxima de nossa F. regia (brinco-de-princesa)

Gaultheria phillyreifolia – família Ericaceae: conhecida por chaura


A belíssima Embothrium coccineum – família Proteaceae: conhecida como notro

Asteráceas de flores vistosas são bastante comuns, como nas demais formações abertas da Argentina e Chile. Acima – Senecio sp.
Abaixo - espécie não identificada



Adiante – Uma das mais impactantes feições geomorfológicas das regiões vulcânicas do Chile é a torrente de lava, que resulta imensos canais, dramaticamente escavados por torrentes de lava incandescente, que arrastam tudo à sua frente. Florestas inteiras são varridas do cenário, a cada episódio de vulcanismo intenso do Villarrica. Estradas e construções são igualmente aniquiladas, nas imediações do vulcão.




Abaixo - Nosso carro, na estrada que costeia o Vulcão Villarrica, sob fagáceas poupadas pelo vulcão



Abaixo – Imagem-satélite do Google Earth mostrando a região visitada


sábado, 9 de julho de 2016

DE SAN MARTIN DE LOS ANDES A PUCÓN – CHILE – JANEIRO DE 2008

                Texto revisado em janeiro de 2025

                A nova expedição pela Argentina e Chile, em janeiro de 2008, prosseguiu no rumo do Chile, saindo de San Martin de Los Andes, na Argentina (ver postagem anterior), e atravessando a fronteira entre os dois países, ao norte do vulcão Lanin. Um dos objetivos deste roteiro, além de chegar à cidade de Pucón, nosso próximo destino, era atravessar de cheio a zona das araucárias, numa altitude aproximada de 1.200m, onde ainda sobrevivem algumas populações desta magnífica árvore.

                As araucárias da Patagônia (Araucaria araucana) são parentes muito próximas de nossa própria araucária, ou pinheiro-brasileiro (Araucaria angustifolia), como é mais conhecida, aqui no Brasil. Sua ocorrência longamente disjunta mostra que os domínios pretéritos das araucariáceas já se estenderam de forma vasta, no Continente Americano. As similaridades entre as duas árvores mostram que essa separação é relativamente recente. Bem, ao menos em termos de história natural evolutiva, pois isso sugere ter ocorrido ainda no Terciário, muitos e muitos milhões de anos antes do presente.

                Nossas araucárias, que chegam até o território argentino, próximo aos estados brasileiro do Paraná e de Santa Catarina, ocorrem numa faixa altitudinal bem elevada, entre os 600 – 1.300m, principalmente sobre capeamentos de solos derivados do basalto da Formação Serra Geral. Essa outrora vasta ocorrência, em nosso país, foi objeto de capítulo específico, em nosso livro Fitogeografia do Brasil – Uma Atualização de Bases e Conceitos (NAU Editora – 2015, com vendas através do site www.naueditora.com.br), no qual adotamos a denominação de ARAUCARILÂNDIA, cunhada pelo memorável naturalista Frederico Carlos Hoehne, na primeira metade do Século XX.

                As araucárias patagônicas parecem preferir terrenos derivados de loess vulcânico, que é o resultado da poeira e cinza dos vulcões, longamente depositada sobre os altos vales andinos. Assim como nossa araucária, o pehuén (nome indígena andino da Araucaria araucana) prefere zonas úmidas e com baixas temperaturas e se distribuem dos dois lados da Cordilheira, sempre em grandes altitudes.

                Vamos às imagens dessa bela travessia de 2008, juntamente com alguns comentários sobre a fitogeografia das regiões visitadas:



Acima – Em 2008, quando atravessamos a região, os primeiros quilômetros da estrada que liga Argentina e Chile, ao norte do valcão Lanin (foto), eram asfaltados. Porém, quando alcançava as maiores altitudes, acima de 1.000m, tudo o que havia eram as famosas estradas de rípio, que são amontoados de cascalho solto – Abaixo



Adiante – Nos extensos platôs, na base da Cordilheira, os solos são recobertos pelo loess vulcânico, que é uma densa camada de cinzas expelidas pelos vulcões abundantes na região, entre eles, o famoso Lanin, que se eleva a cerca de 3.600m, muito próximo de nossa travessia. Sobre este loess fertilíssimo, embora muito seco, vegetam miríades de ervas anuais, principalmente da família Asteraceae (= Compositae), cujas flores realçam na paisagem, durante os verões frescos.



Acima – Uma bela amarilidácea, com flores amarelas, contrastava com as demais ervas e arbustos de flores miúdas, mas intensamente coloridas


Adiante – Como se surgisse do nada, eleva-se uma barreira de florestas verdejantes, em cujo seio, nas maiores altitudes, ressaltam as araucárias (Araucaria araucana). Essas massa de florestas, que emenda com os bosques andino-patagônicos, que imperam do lado Chileno, denotam a faixa mais frequentemente atingida pelas massas de ares úmidos do Chile, onde a pluviosidade chega a atingir mais de 3.000mm ao ano.



O vulcão Lanin domina o cenário da travessia, sendo em suas encostas que se originam diversas correntes de águas cristalinas, produto do derretimento de suas neves


Acima – Nossa expedição parada sob a fronde de um grupo de araucárias serve de comparativo para seu gigantesco porte, que lhes confere aspecto primitivo

A Seguir – Na gradativa descida ao território chileno, observam-se notáveis florestas de Nothofagus obliqua e N. dombeyi (família Fagaceae), além de cupressáceas, que se instalam nas vertentes copiosamente irrigadas da face ocidental dos Andes. Nesta zona, as nevascas de inverno são comuns. O vulcanismo, ainda ocasionalmente ativo, nos dias atuais, produz paisagens caóticas, onde se veem trechos despidos de árvores, entremeados a stands recentes, ainda em crescimento e áreas completamente revegetadas, com árvores de até dois metros de diâmetro e dezenas de metros de altura.





Acima - Terminada a descida, na faixa dos 400 – 500m de altitude, os vales chilenos são férteis a belos, sendo hoje ocupados por pastagens e zonas rurais, sobre as quais impera o soberbo vulcão Villarrica, próximo a Pucón. Deste ponto em diante, deparamos com as frequentes chuvas do sul do Chile e foi a última vez que pudemos contemplar o Villarrica que depois disso mergulhou em nuvens eternas - Abaixo



segunda-feira, 4 de julho de 2016

ARGENTINA – SAN MARTIN DE LOS ANDES E O LAGO LACAR – JANEIRO DE 2008

               Texto revisado em janeiro de 2025

                As viagens pela Argentina e Chile, em 2006 (ver postagens anteriores), determinaram crescente interesse nessas regiões andinas do Continente, resultando em nova expedição, entre o final de 2007 e início de 2008, levando-nos inicialmente à Patagônia Argentina, aonde chegamos, em janeiro de 2008. San Martin de Los Andes, na extremidade oriental do lago Lacar, foi a porta de entrada para este novo (para nós) reino fitogeográfico, que se desenrola em torno da Cordilheira dos Andes.

                Quase todos os lagos compreendidos entre essa região de San Martin de Los Andes e Bariloche, mais ao sul, circuito chamado turisticamente de Sete Lagos, são resultados milenares de ação de imensos glaciares (geleiras), originadas na alta Cordilheira e que, durante milênios, se deslocaram para leste, formando extensos vales glaciares. Os relevos, fortemente influenciados por vulcanismo ainda ativo, são geralmente formados por vales largos, que são represados pelas antigas morainas ou morenas das grandes geleiras. Em sua retaguarda, surgiram os lagos andinos, como o Lacar, abastecidos continuamente pelas límpidas águas do degelo dos Andes.

                Morainas nada mais são do que vastos depósitos de cascalhos e pedras, entremeadas por lamas e solo, que eram formados na extremidade de baixo das geleiras, pela contínua ação de arrasto dessas magnas massas de gelo. Com o recuo dos glaciares, a partir de seus 15 – 12 mil anos passados, essas morainas se transformaram nas únicas extensões de terras quase planas, em meio a esses vales abruptos. Nessas “planícies”, floresceram cidades, entre elas, San Martin de Los Andes, que representa importante polo turístico, aos pés da Cordilheira.

                San Martin de Los Andes é cidade para ser visitada tantas vezes quanto seja permitido ao viajante, propiciando temporadas de esqui na neve, passeios de barco e belas excursões pelo Lago Lacar e suas densas florestas, que eram a razão maior de nossa visita. Depois de atravessar o longo deserto central argentino, tendo avistado as derradeiras árvores, ainda próximo a Santa Rosa, na Pampa Argentina (os célebres caldenes – Prosopis caldenia – família Fabaceae), seria de tremendo impacto a observação das verdejantes florestas de fagáceas, que imperam nas fraldas andinas.

                Um mundo tão diferente de história natural e fitogeografia surgiria diante de nós, desde San Martin de Los Andes, até o sul do Chile, para onde seguíamos, nesta jornada. Nas imagens selecionadas nesta postagem, obtidas já com equipamentos um pouco melhores que dois anos antes (dezembro e janeiro de 2006 – ver Viagens pela Argentina e Chile), ficaram guardadas importantes informações fitogeográficas, que agora trazemos para você, que acompanha este blog das Expedições Fitogeográficas.

Abaixo - O vulcão Lanin é marco notável, na paisagem onde termina o largo deserto central argentino, próximo a Junin de Los Andes, na região de Neuquen. Deste ponto, até San Martin de Los Andes, imperam planícies que vão se elevando, quase imperceptivelmente, até mais de 1.200m, abrigando flora característica pré-andina.







Acima – Asteráceas de flores vistosas são marcas típicas da flora que se instala nessas planícies suspensas do oeste argentino, sobre solos férteis de loess vulcânico, suportando frio e seca intensos.
Abaixo - Os conhecidos cardos (Cynara sp.) são asteráceas invasoras das paisagens argentinas, vindas da Europa e se aparentando com as alcachofras.


Adiante – Aspectos da cidade de San Martin de Los Andes, que ocupa os terrenos de uma antiga moraina, formada pelo deslocamento de imensas geleiras. É atraente polo turístico e conta com excelente estrutura, para que deseja conhecer as florestas andino-patagônicas, nas fraldas dos Andes





A Seguir – A natureza do Lago Lacar, que tem belas praias de cascalhos arredondados e águas absolutamente límpidas, embora muito geladas, por serem abastecidas pelo derretimento das neves e gelo dos Andes. Suas águas são muito profundas, como a da maior parte dos lagos andinos, chegando a centenas de metros de profundidade. Nada mais são que vales afogados, sob regime de baixa sedimentação






Abaixo - Soberbos paredões, talhados à pique sobre o Lago Lacar, dão conta de antigo vulcanismo: tratam-se de restos de lava, acumulados no interior de velhas crateras vulcânicas, há muito erodidas e desaparecidas



Abaixo - O derretimento das neves e gelos andinos promove o abastecimento de água dos lagos andinos, sendo possível admirar poderosas cascatas, em meio aos vales profundos, ao redor do Lago Lacar - lagos de diversas cotas altitudinais se interconectam, através de misteriosos rios




Adiante – Admiráveis populações da mirtácea Myrceugenia exssuca, conhecida como patagua, marcam a paisagem botânica das margens do Lago Lacar, com seus pés dentro dágua




Acima – Os ecossistemas andino-patagônicos, muito mais simples e menos biodiversos que aqueles dos trópicos úmidos, são por conseguinte menos diversificados, sendo facilmente colonizado por plantas exóticas, escapadas do cultivo centenário: rosas crescendo asselvajadas, na margem do Lago Lacar


Acima – Família de cauquénes (Chloephaga poliocephala – família Anatidae), uma espécie típica das áreas alagáveis andino-patagônicas

A Seguir – Aspectos gerais da paisagem botânica que circunda os lagos andinos argentinos, sendo possível observar populações quase puras de algumas árvores notáveis, entre elas, o cipreste (Austrocedrus chilensis - Cupressaceae), principal conífera da região, além dos coíhues (Nothofagus dombeyi), que são a principal madeira da região, dividindo espaços específicos com outras fagáceas nobres



Acima – o radal (Lomatia hirsuta) é outra árvore famosa da floresta ou bosque andino-patagônico do Lago Lacar

Acima – Orquídeas terrestres são as representantes da família, na Patagônia Argentina, lembrando florestas similares, nos Alpes da Europa. Nas épocas frias, desaparecem sob a neve, ressurgindo na primavera, para completar rapidamente seu ciclo de vida