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Visita a um fragmento de florestas do Mato Grosso de Goiás – junho de 2024

 Entre 19 e 25 de junho de 2024, estive uma vez mais na região de Pirenópolis, Goiás, em meu caminho para o estado do Mato Grosso. Baseado n...

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

SUBINDO A GRANDE BARREIRA DA SERRA GERAL – SANTA CATARINA AO RIO GRANDE DO SUL

                Texto revisado em dezembro de 2024


               Não poderia existir barreira similar à Serra Geral, no tocante à história política do Brasil Meridional. Estendendo-se por centenas de quilômetros, na forma de um quase intransponível paredão de basalto, a Serra Geral serviu para realçar episódios importantes da história do país, como foi o caso da célebre retirada de Anita Garibaldi, que escapou do cerco imperial à cidade de Laguna, no litoral de Santa Catarina, dirigindo-se para o Rio Grande do Sul, para se reunir às forças revolucionárias de Bento Gonçalves, na primeira metade do Século XIX. Galgando a duras penas os penhascos instáveis da Serra Geral, Anita chegou aos campos de cima da serra, após duras provações, nas quais esteve perto de perder a vida, pelas trilhas que então só eram conhecidas por alguns poucos tropeiros e índios.

               Hoje em dia, já não se enfrentam semelhantes agruras, para subir a linda Serra Geral, que é cortada por diversos roteiros rodoviários bem transitáveis, tais como a estrada da Serra do Rio do Rastro, que liga os municípios carvoeiros de Santa Catarina à região de São Joaquim, no Planalto Catarinense. Como seria de se esperar, os soberbos paredões da Serra Geral dividem duas regiões ecológicas notavelmente contrastantes: A zona da Mata Atlântica Catarinense, onde nos encontrávamos, junto ao litoral; E os campos de cima da serra e a Araucarilândia do Brasil Meridional. O termo Araucarilândia foi emprestado por nós de Frederico Carlos Hoehne, célebre naturalista da primeira metade do Século XX, que a percorreu em suas expedições, entre São Paulo e Paraná. As florestas mistas de araucárias (Araucaria angustifolia – família Araucariaceae) constituem formação marcante nessa região, talvez muito mais do que os campos de cima da serra, que eram nosso principal objetivo, nesta fase da Expedição Fitogeográfica 2012. No livro publicado em 2015 (FITOGEOGRAFIA DO BRASIL, UMA ATUALIZAÇÃO DE BASES E CONCEITOS, NAU Editora), adotamos este verbete ARAUCARILÂNDIA para denominar o Perímetro das Araucárias.

               Nosso objetivo seria percorrer grande parte dos campos de cima da serra, entre Santa Catarina e Rio Grande do Sul, o que faríamos após atingir o altiplano catarinense, através da Serra do Rio do Rastro, já nossa velha conhecida, deixando para trás as colinas arredondadas da zona da Floresta Atlântica Subtropical, aos cerca de 100m de altitude, no máximo, para adentrar a Araucarilândia, em Bom Jardim da Serra (SC), por volta dos 1.400m. Não se pode deixar de imaginar, ao ascender pela estrada íngreme e cheia de curvas vertiginosas da Serra do Rio do Rastro, as aventuras vividas por Anita Garibaldi, quase duzentos anos atrás. Os cenários são estonteantes e a flora, nosso interesse maior, é bastante particular.

               Quando não se encontram desnudos e verticalmente inclinados, os paredões rochosos de basalto puro podem estar revestidos por uma floresta em miniatura, composta por árvores enfezadas, duramente fustigadas pelo vento cortante que assola a vertente. Porém, serão suas plantas arbustivas e herbáceas os elementos mais atraentes ao naturalista: Gesneriáceas, bromeliáceas, orquidáceas, aráceas e o mais curioso e característico de seus elementos – A planta Gunnera manicata (família Gunneraceae), com imensas folhas recortadas, que medra nas festas de pedras, em meio às cascatas e fios d’água que jamais cessam.

               A partir de Bom Jardim da Serra, acompanhamos o trajeto dos campos e pinheirais, até atingir a região de São José dos Ausentes, já no estado do Rio Grande do Sul, onde visitaríamos o cânion de Montenegro e o pico do mesmo nome, que representa o ponto mais elevado do estado. Mas, isso ficará para a próxima postagem. Confira algumas imagens desta subida da Serra Geral:



Abaixo – Ainda na baixada catarinense, surgem os admiráveis contrafortes da Serra Geral, gigantesca muralha de basalto, sobre a qual se estendem os domínios dos campos de cima da serra e da Araucarilândia do Brasil Meridional.




Acima – Os aparados da Serra Geral são imensas escarpas originadas pela erosão, que caminha do oceano para o Planalto Catarinense e Gaúcho. Neste trecho, encontram-se as camadas mais espessas dos basaltos da Formação Serra Geral, a mais extensa extrusão de lavas básicas do Planeta. As camadas podem suplantar os mil metros de espessura, entre RS e SC, de frente para o mar.
Abaixo – Pontão rochoso resultante da erosão diferencial, na meia encosta da Serra Geral.



A seguir – Miríades de rachaduras e frestas nas rochas íngremes, além de depósitos de solos litólicos, retidos na encosta, abrigam florestas em miniatura, na Serra Geral. Redes de fios d’água escorrem do altiplano, favorecendo flora diversificada e delicada, que se agarra às pedras.



A seguir – Delicadas flores de asteráceas (=compostas) alegram as rochas, tirando partido da luz solar que vem do leste pela manhã.


Abaixo – Gloxínias do gênero Sinningia (família Gesneriaceae) abundam entre os musgos que recobrem as rochas úmidas.



Acima – Centenas de fios de água cristalina escorrem pelos paredões de basalto íngreme, favorecendo o surgimento de flora diversificada e de grande interesse botânico, nas escarpas da Serra Geral.
Abaixo – Vista geral da Serra do Rio do Rastro, no caminho de São Joaquim, em Santa Catarina: A estrada serpeante parece difícil e perigosa, mas não se compara aos tempos em que essa subida nada mais era que uma trilha tropeira, cheia de sumidouros e riscos.


Adiante – Aspectos da curiosa Gunnera manicata (família Gunneraceae), uma planta bastante ornamental, que vegeta nas frestas úmidas dos basaltos da Serra Geral.




Abaixo – Paradoxo fundamental, que estávamos ali para estudar: Sobre os planaltos horizontais da Serra Geral, vegetam campos limpos; Enquanto as florestas lutam para se fixar nas encostas íngremes, logo abaixo. A condição dos solos é soberana, para explicar tão curiosa inversão, como pretendemos mostrar detalhadamente, em nossa obra sobre a Fitogeografia do Brasil, em fase de conclusão.



A seguir – Os desafios do transporte, nas encostas íngremes da Serra Geral.


Adiante – Aspectos pitorescos dos campos de cima da serra, nos quais adentramos, através de Bom Jardim, no rumo de São José dos Ausentes.









Acima – Polêmicos sistemas de geração de energia eólica, sobre a paisagem dos campos de cima da serra. Fica a pergunta: Com o crescimento contínuo da demanda, estaremos fadados a ter nossas inteiras paisagens cobertas de estruturas como essa? Tomara que não!

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

UMA FLORESTA ATLÂNTICA SUBTROPICAL EXISTIU AQUI – LITORAL DE SANTA CATARINA

                Texto revisado em dezembro de 2024


               A segunda fase da Expedição Fitogeográfica 2012 se iniciou com uma parada estratégica no litoral de Santa Catarina, mais precisamente na cidade de Garopaba, pouco ao sul de Florianópolis. Já andara por ali, diversas vezes, desde os anos de 1970, por se tratar de um inigualável destino praiano. Desta vez, duas atrações principais provocavam a parada: O florescimento de uma das mais famosas orquídeas da flora regional – Cattleya intermedia; E a presença das baleias-francas, que têm vindo em número cada vez maior, para acasalarem e darem à luz seus filhotes.

               Quanto às baleias, não haverá como negar sua importância crescente para o turismo de Santa Catarina, uma vez que seu número vem crescendo, ano a ano, prometendo atingir populações parecidas com as que ali existiam, séculos atrás, antes de serem dizimadas pela caça desenfreada, que as levou ao quase completo desaparecimento, desde o Século XVII, ao Século XX. Como atração turística, seguramente serão mais rentáveis e sustentáveis do que como gordura para acender lamparinas e compor a estrutura das velhas construções civis. Pode-se admirá-las hoje, tanto a partir de barcos, que nos levam até bem perto, quanto das praias, onde permanecem meses, bem próximas da arrebentação, juntamente com seus filhotões, entre julho e novembro.

               O mesmo já não se pode falar da Mata Atlântica Meridional, que foi levada próxima do completo desaparecimento, quase simultaneamente ao ocaso das baleias-francas, mas não dá sinais de que retornará algum dia, ao menos com a pujança que impressionou os primeiros naturalistas que a estudaram, como Hoehne e Lindman, no Século XX. A floresta primitiva não mais pode ser encontrada, ainda que exemplares remanescentes, agrupados ou isolados, aqui e ali, deem conta de sua existência pretérita, a cobrir toda a depressão litorânea catarinense.

               Fragmentos relativamente bem conservados de suas formas menos portentosas podem ser admirados a cobrir encostas íngremes e inacessíveis, penduradas sobre o mar revolto, do qual somente se separam por linhas de rochas roladas imensas. Suas formações mais exemplares, contudo, foram completamente consumidas pela exploração impiedosa para madeira e lenha, ou simplesmente para dar lugar a lavouras arrozeiras e canavieiras. Hoje em dia, afora a indústria e sua urbanização colateral, o turismo caótico vem dando cabo até mesmo das regenerações espontâneas, que poderiam fazer papel similar ao das baleias-francas, como pioneiras de um retorno às condições passadas.

               A mim interessavam particularmente alguns diminutos fragmentos dessa floresta de natureza subtropical, onde resistem populações de orquídeas e bromélias importantes. Em setembro, encontravam-se em pleno florescimento as orquídeas Cattleya intermedia. Juntamente com Cattleya tigrina (=C. leopoldii) e Cattleya purpurata (=Laelia purpurata), essas lindas plantas foram intensamente exploradas, durante o Século XX, para abastecer os mercados internacionais, tendo restado restritos estoques naturais. Elas resistem em diminutas florestas inundáveis, em meio às pastagens ou nas margens das vastas lagunas de Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

               Tivemos sucesso nas duas buscas – baleias e orquídeas – o que animou bastante a Expedição Fitogeográfica 2012 – 2ª fase – que apenas se iniciava. Antes de adentrar os domínios dos campos meridionais e das araucárias, essa visita a Garopaba e cercanias proporcionou excelente visão de uma Floresta Atlântica Subtropical, que um dia cobriu a maior parte do litoral sul do Brasil.



Acima - Garopaba era uma antiga armação, como se chamavam os portos baleeiros. Hoje é a capital do surf... E das baleias-francas, que acorrem a esta parte do litoral, todos os anos, vindas da Antártida, para acasalar e para terem seus filhotes.
Abaixo - As baleias-francas nadam muito perto da praia, entre julho e novembro, até que seu filhotes cresçam o suficiente para enfrentar a longa viagem de retorno à Antártida.







Abaixo - Fragmentos da Mata Atlântica Subtropical ainda podem ser encontrados, no litoral catarinense. Neles, em setembro, podem ser avistadas orquídeas como Cattleya intermedia em flores.


Cattleya intermedia pode ser avistada de longe, pela coloração alvacenta de suas flores, em meio às bromélias e demais orquidáceas.





Abaixo - Cattleya intermedia apresenta grande diversidade de árvores-suporte, como se vê adiante:



Abaixo - Até mesmo sobre as rochas de granito rosa podem essas orquídeas vegetar e florescer. F. C. Hoehne registrou imensas colônias dessa orquídea, sobre matacões de granito de Florianópolis, onde hoje já não mais existem.


Adiante - A Floresta Atlântica Subtropical se debruça sobre o oceano revolto, em Garopaba, SC.


Abaixo - Soberbos exemplares de figueiras (Ficus spp.) também abrigam variada flora epifítica, na Floresta Atlântica Subtropical.






quinta-feira, 30 de agosto de 2012

DE VOLTA À NATUREZA – RUMO AOS CAMPOS MERIDIONAIS DA PAMPA

                Texto revisado em dezembro de 2024


               Em setembro, inicia-se a nova fase da Expedição Fitogeográfica 2012, tendo como objetivo o reconhecimento de um complexo de vegetações muito mal compreendidas do Brasil e de alguns países vizinhos: Os campos da Pampa. A última viagem deste ano – e muito provavelmente também a derradeira antes da conclusão do livro sobre Fitogeografia (FITOGEOGRAFIA DO BRASIL, UMA ATUALIZAÇÃO DE BASES E CONCEITOS, NAU Editora, 2015) – atravessaria diversas áreas campestres do sul do país, desde os campos de cima da serra, nos estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul, até os lendários campos da Pampa Meridional, que se estendem pelo Uruguay e Argentina.

               Tivemos nesta viagem uma passagem obrigatória pela imensa barreira de penhascos de basalto da Formação Serra Geral, que separam vegetações contrastantes, tais como a Floresta Atlântica, em seu compartimento subtropical, no litoral da Região Sul; As magníficas Florestas de Araucárias, verdadeiros testemunhos de eras passadas; E os campos de cima da serra, com os quais dividem espaços as araucárias (Araucaria angustifolia), num complicado jogo de relações ecológicas. Os campos de cima da serra possuem natureza específica, diferindo dos campos da Pampa.

               Num segundo momento, a viagem nos levou pelos campos litorâneos do Rio Grande do Sul, adentrando o Uruguay, passando por algumas das paisagens mais curiosas da Pampa, onde as atividades humanas ocasionaram profundas alterações históricas, que tentamos investigar. É o reino das palmeiras-jatái ou butiás (Butia odorata) e dos lendários ombus ou umbus (Phytolaca dioica – família Phytolacaceae), que formam numerosas e misteriosas populações, em meio aos campos meridionais. A história dessas pradarias foi marcada por eventos determinantes para todos os países deste Cone Sul: Guerras Platinas; Revolução Farroupilha, entre tantos conflitos famosos.

               O retorno se daria através dos campos de espinilho, entre Argentina, Uruguay e extremidade sudoeste do Rio Grande do Sul, onde adentramos novamente os domínios da Pampa Brasileira, através da coxilhas gaúchas, região que congrega os mais enigmáticos campos do Brasil. Já de muito conhecemos esses campestres e sua mística repleta de atavismo. Mas, agora, chegara a hora de desvendar seus mistérios fitogeográficos, coisa que nos levará juntos, meus amigos e leitores, por paisagens de tirar o fôlego.
Como sempre, o blog da Expedição Fitogeográfica 2012 nos unirá, nesta prazerosa expedição, que precedeeu a conclusão de nossa obra sobre as paisagens botânicas brasileiras. Até breve, então!



Acima – Paisagem dos Aparados da Serra, no alto dos basaltos da Serra Geral: Penhascos com quase mil metros a pino. Lá embaixo, a Floresta Atlântica; No topo, as florestas de araucárias e os campos de cima da serra gaúchos.
Abaixo – A subida da Serra do Rio do Rastro, que conduz à região catarinense de São Joaquim, terra das neves brasileiras. Climas contrastantes e vegetações bastante diferentes.




AcimaDensa população de butiás-jataí, no Uruguay

quinta-feira, 26 de julho de 2012

UMA VISITA A COSTA RICA NO MATO GROSSO DO SUL

                Texto revisado em dezembro de 2024


               Entre uma fase e outra da Expedição Fitogeográfica 2012, tive que realizar viagem de trabalho ao Mato Grosso, em julho, antecedendo os planos da segunda seção de trabalhos deste ano, que precederia a conclusão do livro (FITOGEOGRAFIA DO BRASIL, UMA ATUALIZAÇÃO DE BASES E CONCEITOS - NAU Editora, 2015). Segui por São Paulo, atravessando o nordeste do estado de Mato Grosso do Sul. Já andara por ali, diversas vezes, e realizara uma importante visita ao Parque Nacional das Emas, bem próximo, no ano anterior, onde averiguara algumas hipóteses sobre vegetações campestres. Porém, nunca me detivera na famosa região de Costa Rica, onde ficam situadas as cabeceiras do rio Taquari, um dos mais importantes do Pantanal.

               O rio Taquari faz parte do mais extenso e famoso leque fluvial do Planeta – o leque do Taquari – um tipo de megacone de dejeção que, ao longo do Quaternário (cerca de 2 milhões de anos a.p.), carregou imensas massas de sedimentos para dentro do Pantanal, empurrando para oeste, até a fronteira com a Bolívia, o curso do rio Paraguai e o próprio território pantaneiro. Sempre ouvira falar ou vira as fotografias do fenomenal pediplano que marca as cabeceiras do rio Taquari, agora transformadas num Parque Estadual. Não me arrependo de ter realizado uma rápida visita à região de Costa Rica, onde os planaltos rigorosamente planos e cobertos de lavouras se encontram com as mais fantásticas frentes de cuestas, que são os penhascos que se projetam sobre a Planície Pantaneira.

               Ciceroneado por Valdir Justino de Almeida, dono da empresa de turismo ecológico receptivo Costa Rica Turismo, pude conhecer alguns dos mais importantes pontos de interesse da região, ainda muito pouco explorada. Nada melhor, como de costume, do que mostrar um pouco dos aspectos naturais de Costa Rica, através de algumas fotografias:


Abaixo: Num Parque Municipal, situado pouco mais de três quilômetros do centro de pequena Costa Rica, belas cachoeiras representam as mais famosas atrações desta região.



Abaixo: Os pontos de maior interesse para minha visita estavam relacionados à gigantesca depressão do rio Taquari, que precedem o Pantanal. São frentes de cuestas, ou seja, conjuntos de paredões íngremes e platôs que revelam a história natural de toda essa região. Cada camada de formações geológicas se encontra ali perfeitamente exposta, revelando os magnos processos de erosão torrencial e diferencial que formaram o relevo. Encarapitadas em micropaisagens específicas, abrigam-se as diversas vegetações do Cerrado.






Acima: Epidendrum campestre (família Orchidaceae) floresce delicadamente, dependurada sobre íngremes falésias do Alto Taquari.
Abaixo: Veloziáceas diversas e bromeliáceas do gênero Dyckia ocupam as bordas dos chapadões de arenito, beneficiando-se da exclusividade de seu ambiente ensolarado e ventilado.



A Seguir: Num rochedo misto de arenito e quartzito, isolado em meio à depressão do vale do rio Taquari, denominado Tope da Pedra, encontram-se conjuntos de inscrições rupestres similares às da região de Rondonópolis (Cidade de Pedra – RPPN João Basso). A flora desse restrito relicto rochoso é singular, pelo encontro de algumas cactáceas colunares, relacionadas à flora do Chaco Argentino, misturados a velhas Norantea guianensis (rabos-de-arara) que assumem aspecto de bonsais tortuosos. Sobre essas obras da arte oriental, vegetam bromélias Tillandsia streptocarpa, que conferem ainda maior mistério aos jardins espontâneos de Costa Rica.







Acima: Inflorescências de Norantea guianensis (família Marcgraviaceae) que vegetam sobre os afloramentos do Tope da Pedra.
Abaixo: Curioso fragmento de rocha aprisionado entre duas faces da rocha diaclasada, no Tope da pedra.



A Seguir: Valdir Justino posa entre as folhas de um belo exemplar de Philodendron mellobarretoanum (família Araceae), sobre um matacão de arenito do Tope da Pedra.




Acima: A bromélia Billbergia cf. porteana domina os paredões de rocha arenítica, ao longo de toda a depressão pantaneira, vegetando de forma litofítica e ocupando locais insuspeitos.
Abaixo: O autor Orlando Graeff posa no portal das cactáceas, ponto obrigatório de passagem, no Tope da Pedra.





A cachoeira das Araras é uma das mais belas e bem conservadas atrações da região de Costa Rica. Abaixo – O voo da arara-piranga, habitante comum dessas costas rochosas, à borda do Pantanal.